Portugal, 1940. Carolina Loff da Fonseca, uma das figuras mais enigmáticas da resistência comunista ao Estado Novo, é presa e interrogada por Júlio de Almeida, agente da polícia política. Entre ambos estabelece-se uma relação ambígua e duradoura, situada entre desejo, cálculo e cumplicidade. A partir de uma investigação histórica rigorosa e das lacunas do arquivo, o filme constroí uma ficção onde o que se sabe convive com o que permanece indecifrável.